terça-feira, 29 de março de 2016

Estudos, realidade e loucura

Muito estudo pode enlouquecer se não vier acompanhado de um permanente confronto com a realidade e um contínuo ordenamento da consciência. Um sujeito que lê muitas teorias políticas, mas não faz nunca a atualização delas para a realidade presente brasileira, interpretará o que está acontecendo à luz de esquemas inaplicáveis, o que resultará num discurso totalmente delirante, louco, pinel mesmo.

Nietzsche e a obstinação

Nietzsche via na obstinação uma virtude. O homem que não tem medo de fazer o que quer e que não se arrepende depois de fazê-lo. Mas isso é uma loucura. É preciso voltar atrás para não continuar se fodendo.

Conhecimento, relativismo e universidade

Nenhum homem pode conhecer toda a verdade universal, evidentemente, pois quem a conhecesse seria onisciente, mas isso não implica a impossibilidade de conhecimento verdadeiro, porque é possível conhecer pequenas verdades durante a vida, criando progressivamente um quadro de conhecimentos verdadeiros. Professores de universidade que dizem que ninguém conhece a verdade absoluta, querendo justificar o relativismo, estão de sacanagem ou nunca pensaram no assunto. Nos dois casos estão usando seu cargo ilegitimamente.

"Deus dá o que pedimos ou dá mais"

"Deus dá o que nós pedimos ou dá mais" disse S. Bernardo de Claraval. Se pedimos para ganhar na MegaSena e não ganhamos, tenhamos certeza de que estamos ganhando mais, porque podemos estar tentando fugir da nossa cruz, que são o trabalho e os afazeres diários, que nos farão homens e mulheres desenvolvidos.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Escritor: um insone

O escritor precisa estar atento à realidade em todos os momentos da vida. Se passa pela miséria, se pela alegria ou por qualquer outro momento, precisa estar de olhos bem abertos e mente trabalhando para verbalizar os sentidos das experiências, tornando a realidade mais translúcida para si mesmo e para os outros. Seu dever é nunca fugir e estar sempre acordado. Ele não dorme na bonança nem na tempestade. É um insone, que vigia enquanto todos dormem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Muitas leituras dos mesmos mestres


Só um perfeito idiota acha que absorveu tudo na primeira leitura de um grande livro. Já li "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" do professor Olavo de Carvalho umas três vezes, sem contar artigos avulsos. Hoje quis copiar algum de seus artigos a fim de absorver o estilo do professor e me deparei com uma frase que se apresentou a mim de maneira mais clara do que antes, a saber, o senso estético "anseia pela unidade das formas sensíveis". Veio-me logo a arte da pintura na mente, que de fato busca organizar, por exemplo, objetos como cadeiras, quadros, sofás e pessoas de um modo que formem uma unidade representativa, enquanto na realidade diária em que falte tal senso os objetos podem ser organizados apenas segundo a sua utilidade, não formando um todo visual. 
Os mestres precisam ser lidos várias vezes.

As imagens na Bíblia


Em Êxodo 20: 3-5 e Levítico 26: 1 Deus proíbe ao povo judeu fazer imagens de escultura para adorá-las, como faziam os povos pagãos em redor. Mas em Números 21: 8 o próprio Deus manda Moisés fazer uma serpente de bronze para o povo olhar para ela e ficar curado. Disso se depreende que o "não fará para ti imagens de escultura" se refere a imagens de adoração (deuses) e não a toda e qualquer imagem. Além disso, o tabernáculo ordenado a Moisés tinha dois querubins de ouro e o templo construído por Salomão era repleto de imagens. Deus se agradou de tudo, descendo a sua glória numa nuvem no templo (Reis 8: 10, 11). 
Sobre as imagens no tabernáculo e no templo ler: Ex 25:18; Reis 6: 29, 32, 35; 7: 25, 29, 36; II Crônicas 4: 2-4.